Dream our Dreams
sexta-feira, 4 de setembro de 2020
Pra refletir...
segunda-feira, 22 de junho de 2020
a vida e seu roteiro de idealizações
O telefone tocou. Não era quem antes eu esperava. E agora aquilo já não era dor, virou costume. Eu olhava o celular e as coisas não doíam tanto. É estranho querer demais uma pessoa e ser capaz de tudo por ela. É estranho e doentio. Isso não é amor. Eu queria que ambos não tivessem um passado ou ao menos uma existência conjunta que um dia eu me deixei fazer parte. E me deixei entrar sem me dar conta do sofrimento que ali fazia morada. Eu me perguntava todo santo dia, será que eu amadureci com os anos ou com os danos? E esse obvio sofrimento se fez pelo fato de querer que ele fosse exatamente como eu exigia. Exigir de quem? E eu... Ah, como eu eu desejava ter sempre mais a oferecer, eu queria ser tudo, e sendo, eu me perdia. E perdia a identidade. Você passa uma vida acreditando que a vida é um roteiro: E um dia eu vou conhecer alguém, e esse alguém vai ser tudo que eu sempre idealizei. E aí eu vou casar, vou ter filhos, e a vida vai ser linda e eu finalmente serei feliz. Mas a pergunta é: Quando é o finalmente? e porque? A vida até podia ter um roteiro de novela perfeito e escrito pra cada um de nós. A gente espera pelo final feliz, a gente espera pela pessoa perfeita sem se dar conta de que é ali que mora o vazio. A gente espera por alguém real, alguém que nos transforme no melhor, do melhor. E se foi verdade as coisas vividas, ninguém nunca saberá. O que a gente sabe é o que tá aqui, na nossa cara, escancarado, porém quando a gente finge não ver, a vida joga da forma mais cruel possível. Nem tudo foi perda, embora eu tenha me perdido. A gente não pode simplesmente cansar de seguir o coração porque ele foi partido. Eu acredito que há alguém nesse mundão pra cada pessoa. Alguém disposto a aceitar o que o outro viu como defeito. Mas acima de tudo, é importante que saibamos nosso valor pra enfim nos reencontrar. (AL)
quinta-feira, 26 de março de 2020
Um brinde a tudo que deu errado!

Hoje é 15 de março. É fim de tarde, faz frio lá fora e aqui dentro, como de costume, estou acompanhada pelo meu livro e meu café. Sigo pensando em cada acerto e cada erro que cometi e por onde todos eles me levaram. Desde pequena eu sempre tive mania de perseguição, sabe, achava que tudo era pessoal, era comigo, e por mais que eu fizesse pelos outros, nunca teria o reconhecimento que merecia. Que bobagem. A luta é pessoal. A vida é pessoal porque no fim é você por você mesmo recolhendo os cacos. Por isso hoje eu me analisei, e optei por brindar a tudo que deu errado pra mim. Cada vez que eu chorei sozinha. Cada vez que eu me senti e me vi sem direção. Por cada vez que eu quis gritar e sumir. Por cada vez que eu me esforcei por alguém e não fui reconhecida. Um brinde a cada escolha que eu fiz, e achei errada, mas que me levou pra um caminho que eu jamais teria ido por acerto. E sabe porque a vida fica mais leve quando a gente brinda os erros? porque eles passam. Eles passam e nos transformam no melhor de nós. Um dia, conversando com uma amiga, ela me disse "Você se tornou fria depois que certas coisas te aconteceram". Aquela frase mexeu comigo, na hora eu fiquei incrédula. Eu? a pisciana mais sentimental e chorona desse mundo, fria? Então eu pensei que frieza é não sentir. E eu sinto. Como sinto. Sinto amor. Sinto saudade. Sinto tesão. Sinto felicidade. Mas sinto o que vale ser sentido. Frieza é falta de consideração. E mesmo quando tá tudo fodido, eu tô ali. Frieza é indiferença. E eu transbordo. Como pode alguém me achar fria? Porém, depois, essa mesma pessoa que me disse sobre frieza, me disse que sentia orgulho pela pessoa que eu me tornei. E aí então, eu entendi a mais bela e louca lição desse universo: A frieza vem quando a gente se reconhece acima de tudo. Se permitir sair de cena quando acha que ali já não se cabe mais. Eu me permito dizer. Se isso é frieza, que me desculpem os animados e totalmente otimistas, mas sou. A frieza é uma forma de dizer que muita coisa deu errado e hoje você é uma pessoa diferente. Eu me vejo brindando por cada tombo, porque foram eles que me ajudaram a levantar e ir em busca de um lugar mais seguro. Ainda ando digerindo a ideia da frieza, mas hoje, mais que nunca eu me entendo. E me respeito. Eu entendo sobre dores. Eu brindo pelo errado. Eu brindo aos desencontros. Aos tantos anos que pensei terem sido em vão, e que agora me fizeram enxergar que nada é em vão quando te faz crescer. Eu entendo sobre partidas, chegadas. E aos deleites das permanências. E são nelas que eu insisto. A frieza é uma forma simples e clara de dizer: um brinde aos dias de conflito. Um brinde as noites em que não dormi, pois foram elas que me fizeram entender sobre o fim do mundo e o dia seguinte limpo e claro. A sensatez chega. A claridade vem. O coração e seu dom maravilhoso da flexibilidade. Respira. Tudo flui e volta calmaria. (Ana Lima)
terça-feira, 10 de dezembro de 2019
Você também é tóxico na vida dos outros e também tem sua parcela de culpa!
Demorei pra entender a mais dura e cruel e verdade: eu tenho minha parcela de toxicidade na vida do outro. Eu também erro. Eu também piso. Já fiz alguém sofrer, se escabelar e perder noites de sono. Sabe aquela mania besta que a gente tem de achar que só o amiguinho é culpado? pois é, deixa eu te contar uma coisinha: embora possa parecer loucura e até mesmo absurdo e você até pode duvidar de mim e me achar uma doida ~exagerada~, mas é porque a gente aprende desde pequenininho, nos filmes, nas rodas de amigos, que a dor é nossa e só, né? doeu em mim, o mundo é que se foda, que a gente sofre mais, que a gente pena mais, que a gente é coitadinho. Mas no fundo a gente já fodeu (desculpa, mas não encontrei uma palavra melhor) com a vida de alguém, já fomos dor pra outros. Mas e aí? o que tirar de ensinamento disso tudo?. Sabe, nesses longuinhos anos de vida, eu aprendi muito a me policiar, pois ao mesmo tempo que eu precisei me amar muuuuuito, também precisei falar pra mim mesma se o que eu tava fazendo com o outro não era egoísmo. Putz, vou causar dor na vida de fulaninho, será que vale a pena? E o que tirei foi as seguintes lições: você pode se esforçar muito pra uma pessoa, pode ter lutado contra o mundo por ela, mudado sua essência, perdido noites de sono, deixado outros de lado, mudado caráter, WHATEVER, você pode ter passado por tudo isso, mas NUNCA saberá o que o outro sentiu de verdade, porque ele fez o que fez (ou deixou de fazer), porque aquela pessoa que você amava tanto foi capaz de te causar tão mal assim? conselhinho de amiga: pensa o oposto, pensa no outro (por mais que você queira pegar o dito no tapa e no soco), pensa nas coisas que a pessoa perdeu, pensa na vida que ela leva por ter escolhido tal caminho e o mais importante, não esquece que você foi tóxico pra ela, ahhhh foi, mas não é competição de toxicidade não, sabe porque? (aí vem mais uma lição da tia) porque não importa o que o outro faz, mas sim o que eu permito que me atinja. E vale pra todo mundo, vale pra quem feriu e quem foi ferido. Porque no fim das contas, todo mundo vai sofrer, ou basicamente, todo mundo vai colher o que faz. Você consegue entender? você também tem sua parcela de culpa na decisão do outro (como eu disse, por mais cuzão que ela/ele tenha sido), você também afeta e de alguma maneira se deixa afetar. Você foi decepção pra alguém. Acho que quando a gente se coloca no lugar, as coisas ficam mais fáceis, o ódio fica menor, e consequentemente, tudo fica mais leve. Por tanto meu amigo, STOP THE DRAMA, e comece a se analisar, comece a se questionar ao invés de culpar o mundo, mude as coisas quem vale a pena: VOCÊ, mas por favor, pelo bem da humanidade, leva a modéstia na bagagem tá? (Ana Lima)
quarta-feira, 8 de agosto de 2018
Você não precisa amar a Enfermagem pra ser um Enfermeiro.

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