Você não precisa, de forma alguma amar a Enfermagem, pra ser um Enfermeiro, mas eu duvido que isso vai te tornar mais real e mais vivo. Eu duvido que isso te torna feliz, porque qual a razão, senão o amor?
Você pode exercer tal profissão com grande chefia, imponência ou soberania, mas amando-a você ouve as angustias daquele paciente que acabou de sair do coma e automaticamente elas são suas, e você tenta resolvê-las ou diminui-las de alguma forma. Perder o sono, lembrando de algum paciente, se torna comum, porque ali, existe importância e sentimento, mas o perder o sono, é também descansar tranquila, por saber que faz ou fez tudo que pode pra vê-lo bem. Você vai se tornar mais empático, mais humano e caridoso.
Amar a Enfermagem, é mais do que apenas segurar a mão quando houver dor ou medo, mas é partilhar de histórias. É analisar criteriosamente, os cuidados que aquela pessoa necessita. É o conforto pra sarar uma lesão, uma medicação pra aliviar e curar. Uma dieta preparada e ofertada com carinho. A limpeza de algo que fere ou incomoda. Um cuidado diário minuciosamente estudado e colocado em prática. É ser tudo pra quem não tem nada. É fazer, mas não esperar nada em troca. É ser da família, ganhar uma mãe, um pai, um vô. É ser mãe, é ser pai, é ser neta, irmã ou amiga. É ser esperança pra quem a perde. É ser norte pra quem perdeu o rumo. Amo o que faço, e se eu tivesse mil vidas, mil vidas eu escolheria a Enfermagem, pois ela me dá a cada dia a chance de fazer coisas incríveis pelas pessoas e quando digo que você não precisa Amar a Enfermagem, é verdade. Você pode fazer no piloto automático, mas aí, perde-se o senso, perde o olhar, perde a lágrima de gratidão, o riso, perde a alma.
Ser enfermeiro, é viver em busca do conhecimento, mas acima de tudo é viver todos os dias pelo amor da vida de alguém. (Ana Vitória Lima)

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